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Dra. Janaína Drumond
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Dor no Ombro que Não Passa: 5 Causas

Se dura mais de 2 semanas, entenda as causas e quando procurar ortopedista.

Dra. Janaína Drumond

15 de fevereiro de 20265 min de leitura
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Sobre esta condição

A dor no ombro é uma das queixas mais comuns nos consultórios de ortopedia. Estudos apontam que até 26% da população apresenta dor no ombro em algum momento, e a prevalência ao longo da vida pode chegar a 70%. Mas quando essa dor persiste por mais de duas semanas, é hora de investigar.

Neste artigo, apresento as 5 causas mais frequentes de dor no ombro que não melhora — e quando você deve procurar avaliação ortopédica.

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1. Tendinite do Manguito Rotador

O manguito rotador é um conjunto de quatro tendões (supraespinal, infraespinal, subescapular e redondo menor) que envolvem a cabeça do úmero como uma "capa". Eles são responsáveis por estabilizar e movimentar o ombro.

A tendinite ocorre quando esses tendões inflamam, geralmente por uso excessivo, movimentos repetitivos acima da cabeça ou processo degenerativo natural. É a causa mais comum de dor no ombro em adultos acima de 40 anos.

Sintomas típicos:

  • Dor na lateral do ombro que pode irradiar para o braço.
  • Piora ao levantar o braço acima da cabeça.
  • Dor noturna, especialmente ao deitar sobre o lado afetado.
  • Dificuldade para pentear o cabelo ou colocar o cinto de segurança.
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2. Bursite Subacromial

A bursa é uma pequena bolsa de líquido que serve como amortecedor entre os tendões e o osso. Quando inflamada, aumenta de volume e gera dor intensa.

A bursite raramente ocorre isoladamente — na maioria das vezes está associada à tendinite do manguito rotador ou à síndrome do impacto. É uma consequência do atrito excessivo entre as estruturas do ombro.

Sintomas típicos:

  • Dor intensa e aguda, podendo ser incapacitante.
  • Piora significativa ao movimentar o braço para o lado (abdução).
  • Inchaço e sensação de "queimação" no ombro.
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3. Síndrome do Impacto

Quando o espaço entre o acrômio (osso da escápula) e o manguito rotador diminui, os tendões e a bursa ficam comprimidos a cada vez que você levanta o braço. Isso é a síndrome do impacto.

Fatores como anatomia óssea desfavorável (acrômio em gancho), esporões e fraqueza muscular contribuem para essa condição. Se não tratada, pode levar à ruptura do manguito rotador.

Sintomas típicos:

  • Dor ao elevar o braço entre 60° e 120° — o chamado "arco doloroso".
  • Dor ao alcançar objetos em prateleiras altas.
  • Estalos ou crepitação ao movimentar o ombro.
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4. Capsulite Adesiva (Ombro Congelado)

A capsulite adesiva é uma condição em que a cápsula articular do ombro inflama e engrossa, tornando-se rígida. O resultado é dor intensa e perda progressiva da amplitude de movimento.

É mais comum em mulheres entre 40 e 60 anos, e tem forte associação com diabetes (até 20% dos diabéticos podem desenvolver), hipotireoidismo e imobilização prolongada do ombro.

A doença evolui classicamente em três fases:

  • Fase inflamatória (2-9 meses): dor intensa, especialmente à noite, com início da rigidez.
  • Fase de rigidez (4-12 meses): a dor diminui, mas o ombro "congela" — movimentos básicos ficam limitados.
  • Fase de resolução (12-42 meses): recuperação gradual da mobilidade.
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5. Lesão Labral (SLAP)

O labrum é um anel de cartilagem que reveste a borda da cavidade do ombro (glenoide), aumentando a estabilidade articular. Uma lesão SLAP (Superior Labrum Anterior to Posterior) afeta a porção superior do labrum, onde se insere o tendão do bíceps.

É comum em atletas que realizam movimentos de arremesso (vôlei, handebol, natação) e também pode ocorrer após quedas com a mão estendida.

Sintomas típicos:

  • Dor profunda no ombro, difícil de localizar.
  • Estalos ou sensação de "prender" em certos movimentos.
  • Dor ao carregar peso com o braço estendido.
  • Sensação de instabilidade no ombro.
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Como é feito o diagnóstico?

A avaliação começa com um exame físico detalhado — testes específicos de cada estrutura permitem direcionar a suspeita diagnóstica. Os exames de imagem mais utilizados são:

  • Ultrassonografia: excelente para avaliar tendões do manguito rotador e bursa. É dinâmico e acessível.
  • Ressonância magnética: padrão-ouro para avaliação completa de todas as estruturas — tendões, labrum, cartilagem e osso.
  • Radiografia: útil para avaliar calcificações, artrose e alterações ósseas.
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Tratamento

O tratamento inicial na maioria dos casos é conservador:

  • Repouso relativo — evitar atividades que pioram a dor, sem imobilizar completamente.
  • Anti-inflamatórios e analgésicos — para controle da dor aguda.
  • Fisioterapia — fortalecimento do manguito rotador e estabilizadores da escápula, alongamento da cápsula posterior. É o pilar do tratamento.
  • Infiltração — com corticoide ou ácido hialurônico em casos selecionados.

A cirurgia é reservada para casos que não respondem ao tratamento conservador adequado (geralmente 3 a 6 meses), rupturas completas do manguito rotador ou lesões labrais em atletas.

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Quando procurar um ortopedista?

Procure avaliação se:

  • A dor no ombro persiste por mais de 2 semanas.
  • Há dor noturna que atrapalha o sono.
  • Você não consegue levantar o braço normalmente.
  • Houve trauma (queda, acidente) seguido de dor e limitação.
  • Percebe perda de força para atividades do dia a dia.

A maioria das condições do ombro responde bem ao tratamento quando diagnosticadas precocemente. Adiar a avaliação pode levar a um quadro crônico mais difícil de tratar.

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Este conteúdo tem finalidade educativa e informativa. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico presencial. Cada caso é individual — consulte seu médico.
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Ortopedista e Traumatologista em BH. Formação em Cirurgia da Mão e Punho — HSFA. CRM-MG 69719 | RQE 50592.