Dedo em Gatilho
Resposta direta
O dedo em gatilho (tenossinovite estenosante) ocorre quando o tendão flexor incha e prende na polia da base do dedo, gerando dor, estalido e travamento ao flexionar. É frequente em mulheres entre 40 e 60 anos e em diabéticos. O tratamento inclui infiltração, fisioterapia e, nos casos persistentes, cirurgia breve sob anestesia local.
Por Dra. Janaína Drumond Rocha Fraga, CRM-MG 69719, Ortopedia e Traumatologia (RQE 50592), pós-graduação em Cirurgia da Mão (CMMG). Ver formação · Belo Horizonte
Dra. Janaína Drumond
Mão e Punho
Sobre esta condição
Seu dedo "trava" ao dobrar e você precisa forçar para esticar? Ou percebe um estalido doloroso na palma da mão? Esse é o dedo em gatilho — tecnicamente chamado de tenossinovite estenosante.
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O que acontece?
Os tendões flexores dos dedos passam por "túneis" chamados polias. A polia A1, na base do dedo, é a mais acometida. Quando há inflamação, o tendão incha e a polia engrossa — o tendão "prende" ao tentar deslizar, como uma corda com nó passando por um anel apertado.
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Quem é mais afetado?
- Prevalência de 1-2% na população geral, mas 5-20% em diabéticos.
- Cerca de 25% dos pacientes com dedo em gatilho são diabéticos.
- Mais comum em mulheres (proporção até 6:1), entre 40 e 60 anos.
- Dedos mais acometidos: anelar e polegar.
- Fatores de risco: diabetes, artrite reumatoide, atividades com preensão repetitiva (ferramentas, crochê).
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Graus da doença
- Grau I: dor na palma, sem travamento.
- Grau II: estalido ao movimentar, mas o dedo se solta sozinho.
- Grau III: travamento real — precisa usar a outra mão para destravar.
- Grau IV: dedo travado em posição fletida, sem conseguir esticar.
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Diagnóstico
É clínico — feito pela história e exame físico. Na maioria dos casos, não são necessários exames de imagem. Ao examinar, palpo um nódulo na palma e reproduzo o estalido ou travamento.
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Tratamento conservador
- Anti-inflamatórios e repouso funcional com tala.
- Infiltração com corticoide: taxa de sucesso de 67-90% após a primeira aplicação. Em diabéticos, a resposta tende a ser menor.
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Tratamento cirúrgico
Indicado nos graus III e IV ou quando o tratamento conservador falha:
- Procedimento: liberação da polia A1.
- Duração: aproximadamente 20 minutos.
- Anestesia: local — sem necessidade de anestesia geral.
- Técnicas: aberta (~1,5 cm de incisão) ou percutânea (com agulha).
- Taxa de sucesso: 95-99%, com complicações em apenas 2%.
- Recuperação: movimentação dos dedos no mesmo dia. Retorno a atividades leves em 1-2 semanas.
O dedo em gatilho tem tratamento eficaz e rápido. Nos casos cirúrgicos, o alívio costuma ser percebido rapidamente. Cada caso é individual.
Dra. Janaína Drumond — Ortopedista e Traumatologista | Cirurgia da Mão e Punho | CRM-MG 69719 | RQE 50592
Passo a passo · Cirurgia
Como funciona a cirurgia de dedo em gatilho
Visão geral do procedimento ambulatorial de liberação da polia A1, indicado quando o dedo trava de forma persistente ou não responde ao tratamento conservador.
Duração estimada: cerca de 20 minutos.
Indicação e avaliação pré-operatória
Após confirmação clínica do dedo em gatilho (graus III/IV ou falha do conservador), o ortopedista explica riscos, benefícios e cuidados pós-operatórios.
Anestesia local
O procedimento é feito com anestesia local na região da palma, sem necessidade de anestesia geral na maioria dos casos.
Liberação da polia A1
Por incisão pequena (técnica aberta) ou via percutânea, o cirurgião libera a polia A1 para o tendão flexor deslizar sem travar.
Alta e mobilização precoce
O paciente recebe alta no mesmo dia e é orientado a movimentar os dedos precocemente para evitar rigidez.
Recuperação funcional
Retorno gradual às atividades leves em 1 a 2 semanas, com fisioterapia quando indicada. Cada recuperação é acompanhada individualmente.
Conteúdo informativo. O fluxo real pode variar conforme seu exame e indicação médica individual.
Perguntas sobre Dedo em Gatilho
Respostas objetivas para as dúvidas mais comuns. Cada caso exige avaliação individual.
É a tenossinovite estenosante: o tendão flexor incha e prende na polia A1, na base do dedo. Causa dor na palma, estalido ao movimentar e travamento ao flexionar. É mais comum em mulheres entre 40 e 60 anos e em diabéticos.
Não é uma emergência, mas tende a piorar sem tratamento. Nos graus iniciais, infiltração e fisioterapia costumam ajudar; com travamento persistente, a cirurgia de liberação da polia é rápida e tem alta taxa de sucesso na literatura.
Sim, especialmente nos graus I e II: repouso relativo, órtese, anti-inflamatórios, infiltração com corticoide e fisioterapia. Quando o dedo permanece travado ou não responde ao conservador, a cirurgia ambulatorial sob anestesia local é indicada.
Cerca de 15 a 20 minutos, em ambiente cirúrgico, com anestesia local. A alta é no mesmo dia; o retorno a atividades leves costuma ocorrer em poucos dias, conforme orientação individual.
Atividades leves em poucos dias; movimentos mais exigentes podem levar 2 a 4 semanas. A fisioterapia pode acelerar a recuperação da amplitude e evitar rigidez, conforme cada caso.
Tem dúvidas sobre sua condição? Agende uma consulta para avaliação individualizada.
Agendar ConsultaEste conteúdo tem finalidade educativa e informativa. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico presencial. Cada caso é individual — consulte seu médico.
Dra. Janaína Drumond — CRM-MG 69719 | RQE 50592

