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Dra. Janaína Drumond
CRM-MG 69719 · RQE 50592
Mão e Punho

Síndrome do Túnel do Carpo

Resposta direta

A síndrome do túnel do carpo é a compressão do nervo mediano no punho, causando dormência e formigamento nos dedos (muitas vezes à noite), dor e perda de força na mão. É a neuropatia compressiva mais comum. O diagnóstico é clínico; o tratamento vai de órtese e infiltração à cirurgia de liberação do ligamento, com alta taxa de sucesso.

Por Dra. Janaína Drumond Rocha Fraga, CRM-MG 69719, Ortopedia e Traumatologia (RQE 50592), pós-graduação em Cirurgia da Mão (CMMG). Ver formação · Belo Horizonte


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Sobre esta condição

A síndrome do túnel do carpo é a neuropatia compressiva mais comum do corpo humano. Ocorre quando o nervo mediano é comprimido ao passar pelo túnel do carpo — um canal estreito no punho formado pelos ossos do carpo e pelo ligamento transverso.

Esse nervo é responsável pela sensibilidade do polegar, indicador, médio e metade do anelar, além de controlar músculos da base do polegar. Quando comprimido, gera os sintomas característicos que afetam diretamente a qualidade de vida.

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Quem é mais afetado?

A síndrome acomete entre 51 a 125 pessoas a cada 100 mil, sendo significativamente mais frequente em mulheres entre 40 e 60 anos (proporção de até 3:1). No Brasil, mais de 24 mil trabalhadores foram afastados por essa condição em 2023 — aumento de 33% em relação ao ano anterior.

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Sintomas

  • Dormência e formigamento noturno — o sintoma mais clássico. Muitos pacientes acordam precisando "sacudir" as mãos.
  • Formigamento ao segurar objetos — celular, volante, livro.
  • Perda de força — objetos caem da mão, dificuldade para abotoar roupas.
  • Dor no punho que pode irradiar para o antebraço.
  • Em casos avançados: atrofia muscular na base do polegar.

Pista importante: se o dedo mínimo NÃO está formigando, isso aponta fortemente para o túnel do carpo (ele é inervado por outro nervo).

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Causas e fatores de risco

  • Atividades repetitivas com o punho (digitação, trabalho manual).
  • Diabetes, hipotireoidismo, artrite reumatoide.
  • Gravidez (retenção de líquidos) e menopausa.
  • Fraturas prévias no punho.
  • Obesidade (risco 2x maior com IMC > 30).
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Diagnóstico

O diagnóstico é essencialmente clínico. No consultório, realizo testes como:

  • Teste de Phalen: flexão dos punhos por 60 segundos — formigamento indica compressão (sensibilidade: 68-73%).
  • Sinal de Tinel: percussão sobre o túnel — sensação de choque nos dedos.
  • Teste de Durkan: pressão direta sobre o nervo por 30 segundos (sensibilidade: até 87%).

A eletroneuromiografia (ENMG) confirma o diagnóstico e classifica a gravidade. A ultrassonografia do punho também pode auxiliar.

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Tratamento conservador

  • Órtese noturna: mantém o punho em posição neutra durante o sono. Melhora em 37-80% dos pacientes.
  • Infiltração com corticoide: eficácia de 70-90% a curto prazo.
  • Fisioterapia: exercícios de deslizamento neural e tendíneo.
  • Ajustes ergonômicos: postura no trabalho, pausas frequentes.
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Tratamento cirúrgico

Indicado quando o tratamento conservador falha após 3-6 meses, há atrofia muscular ou comprometimento grave na ENMG.

A cirurgia consiste na liberação do ligamento transverso do carpo, abrindo espaço para o nervo. Pode ser feita por técnica aberta ou endoscópica:

  • Duração: 15 a 30 minutos.
  • Anestesia: local ou regional.
  • Taxa de sucesso: superior a 90%.
  • Recidiva: apenas 2-5%.
  • Recuperação completa: em média 5,5 meses.

Quanto mais cedo o diagnóstico, melhores os resultados. Em casos avançados com atrofia muscular, a recuperação pode ser incompleta mesmo após cirurgia.

Dra. Janaína Drumond — Ortopedista e Traumatologista | Cirurgia da Mão e Punho | CRM-MG 69719 | RQE 50592

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Passo a passo · Diagnóstico

Como é feito o diagnóstico da síndrome do túnel do carpo

Passo a passo da avaliação ortopédica para confirmar compressão do nervo mediano no punho e definir o tratamento adequado.

Duração estimada: cerca de 45 minutos.

  1. Consulta e história clínica

    O ortopedista investiga dormência noturna, formigamento nos dedos, perda de força, atividades de risco e doenças associadas (diabetes, tireoide, gravidez).

  2. Exame físico com testes provocativos

    São realizados o teste de Phalen (flexão dos punhos por 60 segundos), o sinal de Tinel (percussão sobre o túnel) e o teste de compressão direta (Durkan) para reproduzir os sintomas.

  3. Exames complementares, se indicados

    A eletroneuromiografia (ENMG) confirma e classifica a gravidade da compressão do nervo mediano. A ultrassonografia do punho pode auxiliar na avaliação.

  4. Definição do plano terapêutico

    Com base no estágio clínico, define-se tratamento conservador (órtese, infiltração, fisioterapia) ou indicação cirúrgica de liberação do ligamento transverso do carpo.

Conteúdo informativo. O fluxo real pode variar conforme seu exame e indicação médica individual.

Perguntas sobre Síndrome do Túnel do Carpo

Respostas objetivas para as dúvidas mais comuns. Cada caso exige avaliação individual.

É a compressão do nervo mediano no punho, dentro do túnel do carpo. Causa dormência e formigamento nos dedos (muitas vezes à noite), dor no punho e perda de força na mão. É a neuropatia compressiva mais comum do corpo humano.

Não. Formigamento noturno recorrente — especialmente no polegar, indicador e médio — é o sintoma mais clássico do túnel do carpo. Se ocorre mais de três vezes por semana ou está piorando, procure avaliação ortopédica.

Na maioria dos casos, o tratamento adequado permite resolução ou melhora significativa. Casos leves respondem a órtese noturna e fisioterapia; casos moderados a graves costumam se beneficiar da cirurgia de liberação do ligamento, com taxa de sucesso superior a 90% na literatura. Resultados variam conforme o estágio.

Em geral de 15 a 30 minutos, com anestesia local ou regional. O paciente recebe alta no mesmo dia. A recuperação funcional completa pode levar algumas semanas, conforme a gravidade pré-operatória.

É um procedimento seguro e bem estabelecido, com baixa taxa de complicações graves. Os riscos e benefícios são discutidos na consulta; a indicação cirúrgica segue critérios clínicos e, quando necessário, exames complementares.

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Tem dúvidas sobre sua condição? Agende uma consulta para avaliação individualizada.

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Este conteúdo tem finalidade educativa e informativa. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico presencial. Cada caso é individual — consulte seu médico.
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