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Dra. Janaína Drumond
CRM-MG 69719 · RQE 50592
Ombro

Dor no Ombro / Tendinite

Resposta direta

A dor no ombro costuma envolver tendinite, bursite, lesão do manguito rotador ou capsulite adesiva, com dor que piora ao levantar o braço e, em muitos casos, à noite. O diagnóstico combina exame clínico e imagem. O tratamento inclui fisioterapia, medicação, infiltração e, em lesões estruturais, indicação cirúrgica conforme a gravidade.

Por Dra. Janaína Drumond Rocha Fraga, CRM-MG 69719, Ortopedia e Traumatologia (RQE 50592), pós-graduação em Mão e Punho (CMMG). Ver formação · Belo Horizonte


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Sobre esta condição

A dor no ombro é uma das queixas mais frequentes nos consultórios de ortopedia, afetando até 26% da população em algum momento da vida. As causas mais comuns envolvem o manguito rotador — um conjunto de quatro tendões que envolvem e estabilizam o ombro.

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Principais causas

Tendinite do Manguito Rotador

A causa mais comum de dor no ombro em adultos acima de 40 anos. Os tendões (supraespinal, infraespinal, subescapular e redondo menor) inflamam por uso excessivo, movimentos repetitivos ou degeneração natural.

  • Dor lateral no ombro, irradiando para o braço.
  • Piora ao levantar o braço acima da cabeça.
  • Dor noturna ao deitar sobre o lado afetado.

Bursite Subacromial

A bursa é uma bolsa que amortece os tendões. Quando inflamada, gera dor intensa. Raramente ocorre isoladamente — geralmente acompanha a tendinite do manguito.

Síndrome do Impacto

Os tendões e a bursa ficam comprimidos entre o acrômio e a cabeça do úmero a cada elevação do braço. O "arco doloroso" — dor entre 60° e 120° de elevação — é o sinal clássico.

Capsulite Adesiva (Ombro Congelado)

A cápsula articular inflama, engrossa e se torna rígida. Mais comum em mulheres, diabéticos (até 20%) e após imobilização. Evolui em três fases:

  • Inflamatória (2-9 meses): dor intensa, especialmente noturna.
  • Rigidez (4-12 meses): dor diminui, mas o ombro "congela".
  • Resolução (12-42 meses): recuperação gradual da mobilidade.

Lesão Labral (SLAP)

Lesão da cartilagem que reveste a borda da cavidade do ombro. Comum em atletas de arremesso e após quedas. Causa dor profunda, estalos e sensação de instabilidade.

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Diagnóstico

Começa com exame físico detalhado — testes específicos permitem direcionar a suspeita. Os exames complementares incluem:

  • Ultrassonografia: excelente para manguito rotador e bursa.
  • Ressonância magnética: padrão-ouro para avaliação completa.
  • Radiografia: avalia calcificações, artrose e alterações ósseas.
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Tratamento

A maioria dos casos responde ao tratamento conservador:

  • Fisioterapia: fortalecimento do manguito e estabilizadores da escápula — é o pilar do tratamento.
  • Anti-inflamatórios: controle da dor aguda.
  • Infiltração: com corticoide ou ácido hialurônico em casos selecionados.

Cirurgia é reservada para casos refratários (3-6 meses sem melhora), rupturas completas do manguito ou lesões labrais em atletas.

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Quando procurar ortopedista?

  • Dor persistente por mais de 2 semanas.
  • Dor noturna que atrapalha o sono.
  • Incapacidade de levantar o braço.
  • Perda de força ou limitação nas atividades diárias.
  • Após trauma (queda, acidente).

Dra. Janaína Drumond — Ortopedista e Traumatologista | CRM-MG 69719 | RQE 50592

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Perguntas sobre Dor no Ombro / Tendinite

Respostas objetivas para as dúvidas mais comuns. Cada caso exige avaliação individual.

A dor noturna é típica das tendinites do manguito rotador, da bursite e da capsulite. Ao deitar sobre o lado afetado, aumenta a pressão sobre os tendões e a bursa inflamados. É um dos sinais que mais incomodam e costuma motivar a busca por avaliação. Persistindo por mais de duas semanas, procure um ortopedista.

É a inflamação dos tendões que envolvem e estabilizam o ombro, sendo a causa mais comum de dor em adultos acima de 40 anos. Costuma gerar dor lateral que irradia para o braço e piora ao levantar o braço acima da cabeça. Surge por uso excessivo, movimentos repetitivos ou degeneração natural.

Na maioria dos casos, não. A grande parte responde a tratamento conservador, com fisioterapia para fortalecer o manguito, controle da dor e, quando indicado, infiltração. A cirurgia costuma ser reservada a casos refratários após meses de tratamento ou a rupturas completas. A indicação depende sempre da avaliação individual.

Varia conforme a causa e a gravidade. Quadros leves podem melhorar em algumas semanas com fisioterapia; casos mais persistentes levam alguns meses. A capsulite (ombro congelado) tem evolução mais longa, em fases que podem durar de meses a mais de um ano. O acompanhamento ajuda a definir o tempo em cada caso.

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Este conteúdo tem finalidade educativa e informativa. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico presencial. Cada caso é individual — consulte seu médico.
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