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Dra. Janaína Drumond
CRM-MG 69719 · RQE 50592
Cotovelo

Epicondilite Lateral (Cotovelo de Tenista)

Resposta direta

A epicondilite lateral (cotovelo de tenista) é a causa mais frequente de dor na face externa do cotovelo, ligada a esforço repetitivo e sobrecarga dos extensores do punho. O quadro melhora com repouso relativo, fisioterapia, órtese e infiltração em casos selecionados. A cirurgia fica reservada para dor persistente após meses de tratamento conservador bem conduzido.

Por Dra. Janaína Drumond Rocha Fraga, CRM-MG 69719, Ortopedia e Traumatologia (RQE 50592), pós-graduação em Mão e Punho (CMMG). Ver formação · Belo Horizonte


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Sobre esta condição

A epicondilite lateral — popularmente conhecida como "cotovelo de tenista" — é a causa mais frequente de dor no cotovelo. Curiosamente, apenas 10% dos pacientes com esse diagnóstico praticam tênis; a condição está muito mais associada a atividades repetitivas do antebraço no dia a dia e no trabalho.

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O que acontece?

Os tendões extensores do punho e dos dedos se originam no epicôndilo lateral do cotovelo (proeminência óssea na parte externa). O uso excessivo gera microlesões e degeneração nesses tendões — na verdade, mais do que inflamação, trata-se de uma tendinose (degeneração crônica).

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Quem é mais afetado?

  • Idade entre 35 e 55 anos.
  • Profissionais que fazem movimentos repetitivos: digitadores, cozinheiros, mecânicos, pintores, dentistas.
  • Praticantes de CrossFit (cerca de 12% das lesões), tênis (até 50% dos praticantes terão o diagnóstico) e musculação.
  • Uso intenso de computador/mouse.
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Sintomas

  • Dor na parte externa do cotovelo — piora gradualmente ao longo de semanas.
  • Dor ao apertar a mão, girar maçanetas, segurar objetos ou servir café.
  • Fraqueza na preensão.
  • Dor que pode irradiar para o antebraço.
  • Piora com atividades de extensão do punho contra resistência.
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Diagnóstico

O diagnóstico é clínico. Testes provocativos no consultório (extensão resistida do punho, preensão com cotovelo estendido) reproduzem a dor. Ultrassonografia e ressonância podem ser solicitadas para avaliar o grau de degeneração tendínea.

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Tratamento

O tratamento conservador é eficaz em 89-95% dos casos:

  • Repouso relativo: modificação das atividades que provocam dor.
  • Gelo: 15-20 minutos após atividades, 3-4x/dia.
  • Cinta de epicondilite (brace): alivia a tensão sobre os tendões.
  • Fisioterapia: alongamento e fortalecimento excêntrico dos extensores — pilar do tratamento.
  • Anti-inflamatórios: alívio na fase aguda.
  • Infiltração: corticoide ou PRP (plasma rico em plaquetas) em casos persistentes.

Cirurgia é raramente necessária — indicada apenas após 6-12 meses de tratamento conservador sem melhora. Consiste na liberação ou debridamento do tendão degenerado.

Dra. Janaína Drumond — Ortopedista e Traumatologista | CRM-MG 69719 | RQE 50592

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Perguntas sobre Epicondilite Lateral (Cotovelo de Tenista)

Respostas objetivas para as dúvidas mais comuns. Cada caso exige avaliação individual.

Não. Apesar do apelido, a maioria das pessoas com epicondilite lateral não pratica tênis. A condição está muito mais ligada a atividades repetitivas do antebraço no trabalho e no dia a dia, como uso intenso de computador, ferramentas ou cozinha. É a causa mais frequente de dor na parte externa do cotovelo.

Geralmente são microlesões e degeneração dos tendões extensores que se originam no cotovelo, por uso excessivo. Mais do que inflamação, costuma ser uma tendinose (degeneração crônica). A dor piora ao apertar a mão, girar maçanetas ou segurar objetos, e pode irradiar para o antebraço, com fraqueza de preensão.

Na maioria dos casos há boa resposta ao tratamento conservador, com melhora significativa dos sintomas. Repouso relativo, gelo, cinta específica, fisioterapia com fortalecimento e, quando indicado, infiltração costumam resolver a maior parte dos quadros. A cirurgia é raramente necessária. Os resultados variam conforme cada caso.

Costuma ser uma recuperação gradual, de semanas a meses, pois envolve degeneração tendínea. A fisioterapia com fortalecimento excêntrico é o pilar do tratamento e exige constância. Em casos persistentes, pode-se considerar infiltração. A cirurgia só é cogitada após muitos meses sem melhora. O tempo varia conforme a avaliação individual.

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Este conteúdo tem finalidade educativa e informativa. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico presencial. Cada caso é individual — consulte seu médico.
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