Logo Dra. Janaína Drumond
Dra. Janaína Drumond
CRM-MG 69719 · RQE 50592
Mão e Punho

Rizartrose

Resposta direta

A rizartrose é a artrose da articulação na base do polegar, que provoca dor ao segurar objetos, girar chaves e abrir garrafas. Predomina em mulheres após os 50 anos. O manejo combina órtese, infiltração, exercícios e, quando necessário, procedimento cirúrgico para aliviar a dor e preservar a função da mão.

Por Dra. Janaína Drumond Rocha Fraga, CRM-MG 69719, Ortopedia e Traumatologia (RQE 50592), pós-graduação em Cirurgia da Mão (CMMG). Ver formação · Belo Horizonte


JD

Dra. Janaína Drumond

Mão e Punho

1 de 7
01

Sobre esta condição

Você sente dor na base do polegar ao abrir uma garrafa, girar uma chave ou segurar uma panela? Pode ser rizartrose — a artrose que atinge a articulação entre o osso trapézio e a base do primeiro metacarpiano, na raiz do polegar.

Essa articulação é uma das mais usadas da mão. Ela permite os movimentos de pinça e preensão que realizamos centenas de vezes por dia — por isso, quando desgasta, o impacto na vida diária é enorme.

Baseado em evidências
JD

Dra. Janaína Drumond

Mão e Punho

2 de 7
02

Quem é mais afetado?

A rizartrose afeta aproximadamente 10-20% das mulheres a partir dos 40 anos, com aumento significativo no período pós-menopausa (as alterações hormonais influenciam a saúde da cartilagem articular). Mulheres são afetadas numa proporção de até 10:1 em relação aos homens.

Baseado em evidências
JD

Dra. Janaína Drumond

Mão e Punho

3 de 7
03

Sintomas

  • Dor na base do polegar — piora com atividades de pinça e preensão.
  • Dificuldade para: abrir garrafas, girar chaves, escrever, segurar panelas, abotoar roupas.
  • Perda de força na pinça entre polegar e indicador.
  • Rigidez e sensação de "rangido" (crepitação) ao movimentar.
  • Em fases avançadas: deformidade visível na base do polegar, com proeminência óssea.
Baseado em evidências
JD

Dra. Janaína Drumond

Mão e Punho

4 de 7
04

Classificação (Eaton e Littler)

  • Estágio I: articulação normal no raio-X, mas com dor e inflamação.
  • Estágio II: estreitamento leve do espaço articular, pequenos osteófitos.
  • Estágio III: desgaste significativo com osteófitos maiores e subluxação.
  • Estágio IV: artrose pantrapezial — compromete também articulações vizinhas.
Baseado em evidências
JD

Dra. Janaína Drumond

Mão e Punho

5 de 7
05

Diagnóstico

A história clínica e o exame físico geralmente são suficientes. O teste de moagem (grind test) — pressão e rotação axial do polegar — reproduz a dor quando positivo. A radiografia confirma o estágio e orienta o tratamento.

Baseado em evidências
JD

Dra. Janaína Drumond

Mão e Punho

6 de 7
06

Tratamento conservador

Nos estágios iniciais (I e II):

  • Órtese de imobilização do polegar: reduz a sobrecarga articular e alivia a dor.
  • Anti-inflamatórios: alívio da dor aguda.
  • Fisioterapia: fortalecimento da musculatura estabilizadora do polegar.
  • Infiltração com corticoide: pode trazer alívio por semanas a meses.
  • Adaptações funcionais: engrossadores de cabo para talheres, chaves, canetas.
Baseado em evidências
JD

Dra. Janaína Drumond

Mão e Punho

7 de 7
07

Tratamento cirúrgico

Indicado quando a dor persiste apesar do tratamento conservador e limita atividades diárias. A principal técnica é a trapeziectomia — remoção do osso trapézio, frequentemente associada à interposição tendínea para estabilizar o espaço:

  • Resultados: remissão da dor em até 90% dos pacientes.
  • 85% dos pacientes classificam o resultado como bom ou excelente.
  • Melhora da mobilidade e da força de pinça.
  • Recuperação: 6 a 12 semanas com imobilização inicial e reabilitação progressiva.

A rizartrose não precisa significar perda de função. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível manter a qualidade de vida e a capacidade de usar as mãos no dia a dia.

Dra. Janaína Drumond — Ortopedista e Traumatologista | Cirurgia da Mão e Punho | CRM-MG 69719 | RQE 50592

Baseado em evidências

Perguntas sobre Rizartrose

Respostas objetivas para as dúvidas mais comuns. Cada caso exige avaliação individual.

É a artrose da articulação trapézio-metacarpiana, na base do polegar. Provoca dor ao pegar objetos, girar chaves e abrir garrafas. Predomina em mulheres após os 50 anos e tende a progredir lentamente.

A suspeita surge com dor na base do polegar que piora ao pinçar e torcer. O diagnóstico combina exame clínico (testes de grind e stress) e radiografia. Outras causas de dor no polegar devem ser descartadas na consulta.

Não há cura da artrose, mas há controle eficaz da dor e da função: órtese de polegar, infiltrações, exercícios e, em casos selecionados, procedimentos cirúrgicos para aliviar sintomas e preservar o uso da mão.

Quando dor e limitação persistem após tratamento conservador adequado (órtese, medicação, infiltração e reabilitação). A escolha da técnica depende da idade, atividade e grau radiográfico — avaliados individualmente.

Sim, na maioria dos estágios iniciais e moderados: órtese, analgésicos, infiltração, modificação de atividades e fortalecimento. A cirurgia fica reservada para dor incapacitante refratária ao tratamento conservador.

Ver FAQ completo →

Tem dúvidas sobre sua condição? Agende uma consulta para avaliação individualizada.

Agendar Consulta

Este conteúdo tem finalidade educativa e informativa. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico presencial. Cada caso é individual — consulte seu médico.
Dra. Janaína Drumond — CRM-MG 69719 | RQE 50592