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Dra. Janaína Drumond
CRM-MG 69719 · RQE 50592
Joelho

Artrose do Joelho (Gonartrose)

Resposta direta

A artrose do joelho (gonartrose) é o desgaste da cartilagem articular, com dor ao caminhar, rigidez matinal e inchaço episódico. Não há cura, mas há controle: exercícios, perda de peso, fisioterapia, medicamentos e infiltrações. Em casos avançados refratários, discute-se osteotomia ou prótese, muitas vezes com encaminhamento ao especialista em joelho.

Por Dra. Janaína Drumond Rocha Fraga, CRM-MG 69719, Ortopedia e Traumatologia (RQE 50592), pós-graduação em Mão e Punho (CMMG). Ver formação · Belo Horizonte


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Sobre esta condição

A artrose do joelho (gonartrose) é o desgaste progressivo da cartilagem articular — o "revestimento" liso que permite o deslizamento entre os ossos. É uma das condições ortopédicas mais prevalentes, afetando 10-15% da população adulta, com aumento significativo após os 50 anos. No Brasil, estima-se que atinja até 20% dos idosos.

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Fatores de risco

  • Idade: principal fator — a cartilagem se degrada naturalmente com o tempo.
  • Obesidade: cada kg a mais representa 4 kg de carga extra no joelho.
  • Sexo feminino: mais prevalente em mulheres, especialmente após a menopausa.
  • Lesões prévias: fraturas articulares, lesão de menisco ou LCA aceleram o desgaste.
  • Genética: história familiar de artrose.
  • Alinhamento: joelhos varos ("pernas arqueadas") ou valgos ("joelho em X").
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Sintomas

  • Dor mecânica: piora com atividade (caminhar, subir escada) e melhora com repouso.
  • Rigidez matinal: dura menos de 30 minutos (diferente da artrite reumatoide, que dura mais).
  • Crepitação: sensação de "areia" ou estalos ao movimentar o joelho.
  • Inchaço: derrame articular recorrente após atividade.
  • Deformidade progressiva: joelho varo ou valgo acentuando com o tempo.
  • Perda de mobilidade: dificuldade para dobrar ou esticar completamente o joelho.
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Classificação (Kellgren-Lawrence)

  • Grau I: estreitamento mínimo do espaço articular. Dor ocasional.
  • Grau II: osteófitos (bicos de papagaio) iniciais. Dor com atividade.
  • Grau III: estreitamento moderado, múltiplos osteófitos. Dor frequente.
  • Grau IV: espaço articular quase ausente, osso em contato com osso. Dor constante.
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Diagnóstico

  • Exame físico: avaliação da dor, crepitação, mobilidade e alinhamento.
  • Radiografia em carga: o exame mais importante — mostra o estreitamento articular, osteófitos e deformidades.
  • Ressonância magnética: avalia meniscos, cartilagem e partes moles (quando há dúvida diagnóstica).
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Tratamento

Conservador (graus I a III)

  • Controle de peso: a medida mais impactante — perder 5 kg reduz 20 kg de carga no joelho.
  • Fortalecimento muscular: quadríceps e glúteos — reduz a carga articular e melhora a estabilidade.
  • Fisioterapia: exercícios supervisionados, hidroterapia, pilates.
  • Medicamentos: analgésicos, anti-inflamatórios, condroprotetores (glucosamina/condroitina).
  • Infiltração com ácido hialurônico: viscossuplementação — "lubrifica" a articulação. Melhores resultados nos graus leves a moderados.
  • Infiltração com corticoide: alívio rápido da dor em crises agudas, mas uso limitado a poucas aplicações por ano.

Cirúrgico (grau IV refratário)

  • Osteotomia: realinhamento do membro em pacientes jovens com deformidade e artrose unicompartimental.
  • Prótese de joelho: substituição da articulação — indicada quando a dor é incapacitante apesar do tratamento conservador máximo. Durabilidade de 15-20 anos.

Quando identifico necessidade de prótese, encaminho para colega especialista em cirurgia do joelho.

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Quando procurar ortopedista?

  • Dor no joelho que limita atividades diárias.
  • Rigidez matinal persistente.
  • Inchaço recorrente.
  • Deformidade visível do joelho.
  • Dificuldade crescente para caminhar.

A artrose do joelho não tem cura, mas tem controle. Com tratamento adequado, é possível reduzir a dor, preservar a função e manter a qualidade de vida por muitos anos.

Dra. Janaína Drumond — Ortopedista e Traumatologista | CRM-MG 69719 | RQE 50592

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Perguntas sobre Artrose do Joelho (Gonartrose)

Respostas objetivas para as dúvidas mais comuns. Cada caso exige avaliação individual.

É o desgaste progressivo da cartilagem do joelho, o revestimento que permite o deslizamento entre os ossos. É muito prevalente, aumentando bastante após os 50 anos. Costuma causar dor que piora com a atividade, rigidez matinal de curta duração, crepitação e inchaço recorrente. A evolução e os sintomas variam de pessoa para pessoa.

A artrose não tem cura, mas tem bom controle. Com tratamento adequado, costuma ser possível reduzir a dor, preservar a função e manter a qualidade de vida por muitos anos. Controle de peso, fortalecimento muscular e fisioterapia são pilares importantes. A resposta ao tratamento varia conforme o grau e cada caso.

Sim, e costuma ser recomendado. O fortalecimento do quadríceps e dos glúteos reduz a carga sobre a articulação e melhora a estabilidade, sendo parte central do tratamento. Atividades de baixo impacto, como hidroterapia e pilates, costumam ser bem toleradas. O ideal é fazer exercícios orientados, ajustados ao seu grau de artrose.

Não. A maioria dos casos, dos graus iniciais aos moderados, é controlada com tratamento conservador: controle de peso, fortalecimento, fisioterapia, medicação e, quando indicado, infiltração. A prótese costuma ser reservada a casos avançados com dor incapacitante apesar do tratamento. Quando necessária, o encaminhamento é feito a um especialista em joelho.

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Este conteúdo tem finalidade educativa e informativa. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico presencial. Cada caso é individual — consulte seu médico.
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