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Dra. Janaína Drumond
CRM-MG 69719 · RQE 50592
Mão e Punho

Doença de Dupuytren

Contratura progressiva dos dedos da mão. Os dedos dobram e não esticam mais.


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Sobre esta condição

A doença de Dupuytren é uma condição em que a fáscia palmar (tecido fibroso sob a pele da palma da mão) engrossa progressivamente, formando nódulos e cordas que puxam os dedos para dentro — impedindo que se estiquem completamente.

Com o tempo, o dedo fica permanentemente dobrado, dificultando atividades simples como colocar a mão no bolso, cumprimentar alguém ou calçar luvas.

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Quem é mais afetado?

  • Mais comum em homens (3x mais que mulheres).
  • Faixa etária: 50 a 70 anos.
  • Prevalência maior em descendentes de norte-europeus (escandinavos, britânicos).
  • Fatores associados: diabetes, tabagismo, consumo de álcool, epilepsia.
  • Bilateral em 45% dos casos.
  • Dedos mais acometidos: anelar e mínimo.
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Sintomas e progressão

  • Fase inicial: nódulo firme na palma da mão, geralmente indolor.
  • Fase intermediária: cordas fibrosas se formam da palma até os dedos, começando a limitar a extensão.
  • Fase avançada: contratura fixa — o dedo fica dobrado e não abre mais, mesmo com força.

A progressão é lenta (meses a anos) mas é inexorável sem tratamento.

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Diagnóstico

O diagnóstico é clínico. O "teste da mesa" (table top test) é simples: se o paciente não consegue apoiar a mão espalmada sobre uma mesa, há contratura significativa. Exames de imagem geralmente não são necessários.

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Tratamento

Observação

Nos estágios iniciais (apenas nódulo, sem contratura), acompanhamento periódico pode ser suficiente.

Tratamento cirúrgico

Indicado quando a contratura impede a extensão do dedo em 30° ou mais (na articulação metacarpofalângica) ou qualquer grau na interfalângica proximal:

  • Fasciectomia parcial: técnica mais utilizada — remoção do tecido doente preservando as estruturas normais.
  • Fasciotomia percutânea com agulha: minimamente invasiva — secção das cordas com agulha, sem incisão grande. Indicada em casos selecionados.
  • Recuperação: imobilização por 1-2 semanas, seguida de fisioterapia intensiva e uso de órtese noturna por meses.

A doença de Dupuytren pode recidivar — o acompanhamento em longo prazo é importante.

Dra. Janaína Drumond — Ortopedista e Traumatologista | Formação em Cirurgia da Mão e Punho — HSFA (Hospital São Francisco de Assis) | CRM-MG 69719 | RQE 50592

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Este conteúdo tem finalidade educativa e informativa. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico presencial. Cada caso é individual — consulte seu médico.
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