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Dra. Janaína Drumond
CRM-MG 69719 · RQE 50592
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Síndrome do Túnel do Carpo: Sintomas, Causas e Tratamento Completo

Dormência nos dedos à noite? Formigamento ao dirigir? Entenda quando a cirurgia é indicada.

Dra. Janaína Drumond

1 de março de 20265 min de leitura
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Sobre esta condição

Se você está acordando com a mão dormente, sentindo formigamento nos dedos ao dirigir ou percebendo que objetos escapam da sua mão com mais frequência, pode estar diante da síndrome do túnel do carpo — a neuropatia compressiva mais comum do corpo humano.

Como ortopedista com formação em cirurgia da mão no HSFA (Hospital São Francisco de Assis), atendo diariamente pacientes com essa queixa no meu consultório em Belo Horizonte. Neste artigo, explico tudo o que você precisa saber.

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O que é a síndrome do túnel do carpo?

O túnel do carpo é um canal estreito no punho, formado pelos ossos do carpo e por um ligamento resistente chamado retináculo dos flexores. Por dentro desse túnel passam nove tendões flexores e o nervo mediano — responsável pela sensibilidade do polegar, indicador, médio e metade do anelar.

Quando a pressão dentro desse canal aumenta, o nervo mediano é comprimido. Isso gera os sintomas típicos: dormência, formigamento, dor e perda de força na mão.

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Quem é mais afetado?

A síndrome do túnel do carpo afeta entre 51 a 125 pessoas a cada 100.000 e é significativamente mais comum em mulheres na faixa dos 40 a 60 anos. No Brasil, dados do Ministério da Previdência Social revelam que, em 2023, mais de 24 mil trabalhadores foram afastados por essa condição — um aumento de 33% em relação ao ano anterior.

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Quais são os sintomas?

Os sintomas costumam começar de forma gradual e tendem a piorar à noite. Os mais comuns são:

  • Dormência e formigamento — principalmente no polegar, indicador, médio e metade do anelar. Se o dedo mínimo estiver afetado, provavelmente o problema é outro (compressão do nervo ulnar).
  • Dor no punho que pode irradiar para o antebraço e até para o ombro.
  • Sensação de "choque" nos dedos, especialmente ao segurar o volante, celular ou livro.
  • Fraqueza na mão — objetos caem com mais facilidade, dificuldade para abotoar roupas ou abrir tampas.
  • Mão "adormecida" ao acordar — muitos pacientes relatam que precisam "sacudir" a mão para aliviar. Isso acontece porque, durante o sono, dobramos inconscientemente os punhos, aumentando a pressão dentro do túnel.
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Causas e fatores de risco

Na maioria dos casos a causa é idiopática (sem uma causa única identificável), mas vários fatores aumentam o risco:

  • Atividades repetitivas — uso prolongado de computador, digitação, trabalho manual, linha de produção.
  • Condições de saúde — diabetes, hipotireoidismo, artrite reumatoide e insuficiência renal.
  • Alterações hormonais — gravidez (pela retenção de líquidos), menopausa.
  • Anatomia — pessoas com o túnel do carpo naturalmente mais estreito.
  • Fraturas prévias no punho que alteraram a anatomia do canal.
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Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é essencialmente clínico. No consultório, realizo testes específicos:

  • Teste de Phalen: você mantém os punhos flexionados por 60 segundos. Se surgir formigamento, o teste é positivo.
  • Sinal de Tinel: percuto levemente sobre o túnel do carpo. A sensação de "choque" nos dedos indica irritação do nervo mediano.
  • Teste de compressão direta: pressiono suavemente sobre o nervo por 30 segundos para reproduzir os sintomas.

Quando necessário, solicito a eletroneuromiografia (ENMG) — um exame que mede a velocidade de condução do nervo e confirma o grau de comprometimento. A ultrassonografia também pode ajudar a visualizar o espessamento do nervo.

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Tratamento conservador

Nos casos leves a moderados, o tratamento inicial é não cirúrgico:

  • Órtese noturna (tala): mantém o punho em posição neutra durante o sono, aliviando a pressão sobre o nervo. É uma das medidas mais eficazes na fase inicial.
  • Anti-inflamatórios: podem ajudar no alívio temporário da dor e do inchaço.
  • Infiltração com corticoide: injeção diretamente no túnel do carpo para reduzir a inflamação. Pode trazer alívio por semanas a meses, mas o efeito pode ser temporário.
  • Fisioterapia: exercícios de deslizamento do nervo e tendões, fortalecimento e ergonomia.
  • Ajustes ergonômicos: posição correta do teclado, pausas durante o trabalho, uso de apoio para o punho.
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Quando a cirurgia é necessária?

Indico cirurgia quando:

  • O tratamento conservador não trouxe melhora após 3 a 6 meses.
  • Há perda de sensibilidade persistente ou atrofia muscular na base do polegar.
  • A eletroneuromiografia mostra comprometimento moderado a grave do nervo.
  • Os sintomas são intensos desde o início.

A cirurgia consiste na liberação do ligamento transverso do carpo, abrindo espaço para o nervo. Pode ser feita por técnica aberta (pequena incisão na palma) ou endoscópica. A taxa de sucesso é superior a 90%, com alívio significativo dos sintomas. A taxa de recidiva é de apenas cerca de 2%.

A recuperação varia: muitos pacientes relatam melhora dos sintomas noturnos já nas primeiras semanas. A recuperação completa da força da mão pode levar de 3 a 6 meses, sendo que o tempo médio para recuperação total relatado em estudos é de 5,5 meses.

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Quando procurar um ortopedista?

Procure avaliação se você apresenta:

  • Formigamento nos dedos que acorda você à noite.
  • Dormência que não melhora ao longo do dia.
  • Perda de força na mão ou objetos caindo.
  • Dificuldade para realizar atividades simples como abotoar uma camisa.

Quanto mais cedo o diagnóstico, melhores são os resultados do tratamento. Em casos avançados com atrofia muscular, a recuperação pode ser incompleta mesmo após a cirurgia.

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Saiba mais

Dra. Janaína Drumond — Ortopedista e Traumatologista | Formação em Cirurgia da Mão e Punho — HSFA (Hospital São Francisco de Assis) | CRM-MG 69719 | RQE 50592

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Este conteúdo tem finalidade educativa e informativa. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico presencial. Cada caso é individual — consulte seu médico.
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Ortopedista e Traumatologista em BH. Formação em Cirurgia da Mão e Punho — HSFA. CRM-MG 69719 | RQE 50592.