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Dra. Janaína Drumond
CRM-MG 69719 · RQE 50592
Tornozelo

Entorse de Tornozelo

Resposta direta

A entorse de tornozelo é a lesão ligamentar mais comum no esporte, classificada em graus conforme instabilidade e edema. A maioria melhora com proteção, gelo, compressão e reabilitação progressiva. Entorses graves ou instáveis exigem imobilização adequada e, às vezes, reparo ligamentar, para evitar instabilidade crônica e novas torções.

Por Dra. Janaína Drumond Rocha Fraga, CRM-MG 69719, Ortopedia e Traumatologia (RQE 50592), pós-graduação em Mão e Punho (CMMG). Ver formação · Belo Horizonte


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Sobre esta condição

A entorse de tornozelo é uma das lesões musculoesqueléticas mais comuns — estima-se que 25 mil pessoas torçam o tornozelo todos os dias no mundo. Em esportes como futebol, tênis e vôlei, a prevalência pode ultrapassar 40%.

A lesão ocorre quando os ligamentos que estabilizam o tornozelo são estirados além do limite, geralmente por uma "virada" do pé para dentro (inversão).

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Classificação em 3 graus

  • Grau I (leve): estiramento dos ligamentos sem ruptura. Dor leve, pouco inchaço, consegue caminhar. Recuperação em 1-3 semanas.
  • Grau II (moderado): ruptura parcial de um ou mais ligamentos. Inchaço moderado, hematoma, dificuldade para apoiar o pé. Recuperação em 4-6 semanas.
  • Grau III (grave): ruptura completa de ligamentos. Inchaço importante, instabilidade articular, incapacidade de apoiar o pé. Recuperação em 8-12 semanas.
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Diagnóstico

  • Exame físico: avaliação da estabilidade ligamentar, localização da dor, grau de inchaço.
  • Radiografia: para descartar fraturas associadas (especialmente maléolos).
  • Ressonância magnética: em casos de dúvida diagnóstica ou suspeita de lesão associada (cartilagem, tendões).
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Tratamento

Graus I e II:

  • Protocolo PRICE: proteção, repouso relativo, gelo (15-20 min a cada 2-3h), compressão e elevação.
  • Imobilização funcional: tornozeleira ou bota imobilizadora — permite mobilização precoce protegida.
  • Anti-inflamatórios: alívio da dor e do edema.
  • Fisioterapia: fortalecimento dos fibulares, propriocepção e equilíbrio — essencial para prevenir recidivas.

Grau III:

  • Imobilização mais rígida por 2-3 semanas, seguida de reabilitação intensiva.
  • Cirurgia: reservada para instabilidade crônica que não responde ao tratamento conservador ou atletas com demanda alta.
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Por que a reabilitação é tão importante?

Até 40% das entorses evoluem com instabilidade crônica quando não reabilitadas adequadamente. A propriocepção (capacidade do corpo de perceber a posição da articulação) fica prejudicada após a lesão — sem treiná-la, o risco de nova entorse é muito alto.

Dra. Janaína Drumond — Ortopedista e Traumatologista | CRM-MG 69719 | RQE 50592

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Perguntas sobre Entorse de Tornozelo

Respostas objetivas para as dúvidas mais comuns. Cada caso exige avaliação individual.

Depende do grau. Entorses leves costumam se recuperar em uma a três semanas; as moderadas, em quatro a seis semanas; e as graves, com ruptura completa de ligamentos, podem levar de oito a doze semanas. A reabilitação adequada é importante para acelerar o retorno e reduzir o risco de novas entorses.

Só o exame e, muitas vezes, o raio-X permitem diferenciar com segurança, pois os sintomas se sobrepõem. Inchaço importante, deformidade, dor intensa sobre o osso e incapacidade de apoiar o pé aumentam a suspeita de fratura. Diante de entorse com esses sinais, procure avaliação para descartar fratura associada.

Varia conforme a gravidade. Em entorses leves, o apoio costuma ser tolerado com algum desconforto; nas mais graves, apoiar o pé pode ser muito difícil ou impossível. Nos primeiros dias, recomenda-se proteção, repouso relativo, gelo, compressão e elevação. Se não conseguir apoiar o peso, procure avaliação.

Porque uma parcela significativa das entorses evolui com instabilidade crônica quando não reabilitada. Após a lesão, a propriocepção (percepção da posição da articulação) fica prejudicada, aumentando o risco de novas torções. A fisioterapia, com fortalecimento e treino de equilíbrio, é essencial para uma recuperação completa e para prevenir recidivas.

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Este conteúdo tem finalidade educativa e informativa. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico presencial. Cada caso é individual — consulte seu médico.
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